O deputado estadual Walber Virgolino utilizou suas redes sociais para fazer uma grave denúncia contra a gestão do programa governamental "Tá na Mesa". A iniciativa, que foi originalmente criada com o objetivo de combater a fome e garantir refeições a preços acessíveis para a população de baixa renda, está, segundo o parlamentar, "perdendo a sua essência" e afundando em problemas operacionais e suspeitas de desvios.
Em um desabafo contundente, Virgolino questionou o destino dos recursos públicos: “O programa que no início foi implantado para matar a fome de quem mais precisa, hoje, em vez de ser 'tá na mesa', tá no bolso. Isso é imoralidade”.
Crise no Prato: Fornecedores sem receber e queda na qualidade
De acordo com as informações levantadas pelo deputado, o programa enfrenta uma crisis generalizada que afeta diretamente a ponta mais fraca: o cidadão. Entre os principais pontos denunciados estão:
Calote em Fornecedores: Empresas contratadas para produzir os alimentos estariam há meses sem receber os repasses do governo estadual, sendo obrigadas a continuar fornecendo as refeições mesmo sem orçamento.
Queda Drástica na Qualidade: Como reflexo da falta de pagamento, a qualidade das marmitas despencou. O deputado exibiu mensagens e fotos enviadas por usuários mostrando quentinhas sem salada, sem frutas e com pouca variedade — em um dos relatos, um cidadão ironiza a situação dizendo que a mistura do dia era apenas "a dor e o feijão".
Empresa de Fora: Virgolino apontou que uma empresa do Rio Grande do Norte assumiu o serviço, mas, em vez de solucionar os problemas, a qualidade teria piorado drasticamente.
Alvo de Investigações
O parlamentar destacou que a situação do "Tá na Mesa" já ultrapassou a esfera dos problemas administrativos. O programa estaria sendo alvo de denúncias de corrupção, operações policiais e procedimentos licitatórios ou estatutários suspeitos, repletos de vícios e irregularidades.
Ao final de sua fala, Walber Virgolino fez um apelo público à chefia do Executivo, exigindo fiscalização imediata: "Rogo sensibilidade, rogo responsabilidade e rogo dureza na apuração. Porque do jeito que está, não pode ficar."
