O cenário político paraibano foi sacudido por uma forte declaração de Pedro Wanderley, presidente do PL Jovem João Pessoa. Em um vídeo contundente publicado em suas redes sociais, o líder partidário não poupou palavras para criticar o apoio formal anunciado pela liderança da Assembleia de Deus no estado ao prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley.

​Para o líder da juventude do PL, a movimentação representa uma grave distorção do papel da igreja, transformando o ambiente de fé em um verdadeiro balcão de negócios eleitorais.

​"Safadeza" e "Palanque Eleitoral"

​Pedro Wanderley classificou como "lamentável" a postura do pastor Zé Carlos de Lima, acusando-o diretamente de utilizar a máquina e a influência da instituição religiosa como palanque político para benefício estritamente pessoal e familiar. Segundo a denúncia, o apoio a Nabor Wanderley estaria amarrado a um projeto para eleger o filho do pastor, o deputado Isaac Venerando.

"Ele coloca de maneira indireta e manipula de forma psicológica a mente dos fiéis... Olha só a safadeza desse homem que se diz pastor. Isso é coisa de crente, rapaz?", disparou Pedro no vídeo.

Histórico de Investigações no Alvo

​A crítica não se limitou ao uso da fé. O presidente do PL Jovem fez questão de trazer à tona o histórico político do clã Wanderley e Motta no Sertão paraibano, relembrando investigações e denúncias que envolvem fraudes contratuais e superfaturamento de obras.

Ficha na Justiça: Pedro destacou que o candidato chancelado pela igreja responde a investigações por corrupção e fraude milionária na prefeitura de Patos.

Projeto Familiar: O líder partidário também mirou o deputado federal Hugo Motta (filho de Nabor), mencionando o histórico de denúncias de "rachadinhas" e contratação de funcionárias fantasmas que rondam o grupo político.

Discurso vs. Realidade: "Agora vão dizer que defendem a família, quando na verdade a única família que eles defendem é a deles", pontuou.

O Alerta aos Fiéis: "Não aceitem voto de cabresto"

​Ao final de sua manifestação, Pedro Wanderley fez uma convocação direta aos membros da Assembleia de Deus na Paraíba para que rejeitem qualquer tentativa de direcionamento psicológico ou coerção espiritual dentro dos templos. Ele reforçou que, embora os cristãos devam sim exercer influência na sociedade e na política, a instrumentalização da fé para projetos de poder familiar é inaceitável e mancha a imagem do Evangelho.