Uma nova esperança para milhões de pessoas que convivem com o Alzheimer surgiu com os resultados de um estudo internacional divulgado nesta sexta-feira (17). Um medicamento experimental apresentou potencial para reduzir em até 50% o declínio cognitivo em pacientes com a doença em estágio inicial.
A terapia, chamada diranersen (BIIB080), atua de forma diferente dos tratamentos já existentes. Em vez de focar apenas na proteína beta-amiloide, o medicamento reduz a produção da proteína tau, associada à progressão da doença e ao comprometimento da memória e das funções cognitivas.
O estudo envolveu 416 pacientes e acompanhou os participantes por um período de 18 meses. Os pesquisadores observaram uma desaceleração significativa da evolução do Alzheimer, além de uma redução dos níveis da proteína tau no cérebro.
Apesar dos resultados considerados promissores, o medicamento ainda não está disponível para venda e, por isso, não possui preço definido, já que segue em fase de testes clínicos. A terapia ainda passará pela fase 3 dos estudos, considerada a última etapa antes de um eventual pedido de aprovação pelos órgãos reguladores.
Enquanto isso, medicamentos já aprovados para retardar a progressão do Alzheimer em estágio inicial têm custo elevado. No Brasil, os tratamentos disponíveis podem variar entre R$ 8.108,94 e R$ 11.075,62 por mês, dependendo da carga tributária e do protocolo utilizado.
Especialistas avaliam que os resultados representam um avanço importante na busca por tratamentos mais eficazes contra o Alzheimer, doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que, até o momento, ainda não possui cura.
